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EDIÇÃO 1 - ANO 1 - ABRIL 2003




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Homem encaixotado, um dos prediletos
Entre as centenas de brinquedos sexuais oferecidos na SexToy, um dos que mais tem despertado interesse nas brasileiras e nos brasileiros é o Man-in-a-Box. Esta ousada invenção norte-americana, distribuída com exclusividade no País pela SexToy, é composta de um suporte para pênis artificial conectado a um motor e a mecanismos de movimentação. Com ele, é possível simular em detalhes o balé da penetração, inclusive controlando amplitude e velocidade dos movimentos. Man in a boxSilencioso e muito adaptativo, o Man-in-a-box vem tornando mais tórrida a vida de casais e de solitários. "Sempre tive a fantasia da dupla penetração, mas não queria incluir outro parceiro além do meu marido em nossa cama", conta a publicitária E.F., de São Paulo. "Quando vi o aparelho, tive certeza de que ali estava a solução. A gente vem se divertindo a valer e ainda descobriu todo um novo horizonte para seu uso a dois."

Técnica para alongar pênis -
Se você está entre os homens que ficam desgostosos ao tirar as calças e ver que há muito pouco a oferecer lá dentro, uma opção inteligente é o uso da tecnologia Penisextensor. Trata-se de um aparelho de tração que, utilizado ao longo de três a seis meses, permite aumentar o pênis em Penis extensoraté 1,5 centímetro. Com o uso mais prolongado, o incremento vai a até cinco centímetros. Nada mal, não? O aparelho, comercializado pela SexToy, não tem contraindicações médicas e, melhor, promove o crescimento tanto no comprimento quanto na espessura do órgão. Outro detalhe importante: depois que o pênis chegar às dimensões desejadas, não é preciso mais usar o Penisextensor. Os resultados do tratamento são duradouros.



Mais charme nas algemas

Como bem disse o escritor Charles Bukowsky, há pouca coisa mais importante do que ter estilo. Para quem concorda com ele, e não quer perder o estilo nem no amor, uma boa novidade são Algemas: agora em várias cores as algemas coloridas especialmente produzidas para brincadeiras na cama. Com chaves e mecanismo de destravamento de segurança, estes acessórios para lá de chiques agora são encontrados nas cores branca, amarela, vermelha, preta e rosa nas prateleiras virtuais da SexToy.



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A química do prazer

Há alguns meses, pesquisadores europeus anunciaram ter desenvolvido uma fórmula matemática para determinar a felicidade. Alegria dos jornais novidadeiros, a notícia foi recebida com desdém pela comunidade científica. Afinal, a busca da felicidade e de seus motivos é algo tão antigo quanto a própria humanidade. Depois de séculos de investigações conduzidas por filósofos e poetas, químicos e psicólogos, religiosos e meros curiosos, fica difícil acreditar em simplificações como uma mera fórmula, por mais complexa seja ela.

O anúncio da fórmula, porém, nada tem de fortuito: desvendar os mecanismos da felicidade é, para a humanidade do século 21, assunto de primeira grandeza em um momento em que as pessoas buscam fugir do estresse da civilização e redescobrir aquilo que os franceses chamam de joye de vivre, o prazer da existência, ou, em bom português, o tesão pela vida. E se há algo que merece estar no ponto focal desta busca, essa coisa é o sexo.

Amor, paixão, prazer, tesão, seja lá como se queira chamá-lo, o clamor do sexo é a razão natural da existência. Engenhosamente construído pela natureza para permitir a perpetuação das espécies, o sexo é resultado do refinamento de uma imensa cadeia de processos físicos e químicos em cujo centro se encontra o prazer. Com o perdão dos ascetas, aqueles seres que optam por se isolar da existência terrena, não há vida completa sem essa química que nos leva, aos humanos, a querer mais e mais experimentá-la.

"A mensagem da natureza é clara", diz a médica Janaína P. de Azevedo. "Ela nos ensina que o segredo é brincar sempre, intensamente, e com alguém que você gosta", revela esta ginecologista de São Paulo interessada em, sempre que possível, mostrar a suas pacientes que o caminho da boa saúde passa pela felicidade, inclusive sexual.

Para a doutora Janaína, assim como para boa parte de seus colegas de profissão, a explicação desta regra natural se esconde atrás de algumas minúsculas partículas químicas encontradas nos organismos de animais superiores. O destaque entre estas partículas, chamadas peptídeos, fica com as endorfinas. A mais especial entre elas, para a química do prazer, é a beta-endorfina. Como outras de sua família, a b-endorfina foi descoberta e começou a ser estudada em meados da década de 1970. Alguns cientistas, entusiasmados, chegaram a chamá-la de "droga da felicidade".

E não é para menos. Esta pequena proteína afeta mecanismos cerebrais que controlam o humor, a resistência ao estresse e à dor, várias sensações de prazer e até o sistema imunológico. Mas onde entra o sexo nesta lista? Segundo a doutora Janaína, a atividade sexual está na base de tudo. Esta droga natural relacionada ao bem-estar e ao relaxamento é especialmente liberada durante o ato sexual. Além de ligada ao prazer de uma forma geral, a endorfina melhora a circulação sanguínea, ajuda a controlar estados depressivos e enche de alegria quem a tem no sangue e no cérebro. Quase todo mundo já teve a experiência de desatar a rir, de forma incontrolável e deliciosa, após o sexo. A verdade é que quem está rindo são as endorfinas.

Embora mereçam papel de destaque na química do prazer, as endorfinas não são os únicos hormônios produzidos pelo corpo antes, durante e após o ato sexual. Há também intensa produção de adrenalina, de testosterona, de estrogênio e do hormônio do crescimento, entre vários outros. O resultado deste caldeirão químico que começa a ser produzido logo aos primeiros beijos e carícias é uma enorme lista de benefícios a quem pratica sexo regularmente. Quem faz amor três ou mais vezes por semana, segundo pesquisas científicas, promove a diminuição de gorduras na barriga e nas nádegas, através do hormônio do crescimento, fortalece os músculos das pernas e dos glúteos, queima calorias e, acredite, rejuvenesce.

"Um casal com vida sexual ativa e orgasmos constantes, mantendo uma dieta equilibrada, normalmente parece ter dez anos menos que pessoas da mesma idade que não fazem bom sexo constante", diz Janaína. Para ela, no entanto, a afetividade entre os parceiros sexuais é básica nesta formulação. As escapadas e as traições acabam agregando à química sexual componentes destrutivos (o medo de ser descoberto, a ansiedade e o estresse) que podem comprometer a liberação de endorfinas e os benefícios do sexo.

Algumas idéias corriqueiras sobre a química sexual são olhadas com ceticismo pelos especialistas. Parte da comunidade médica trata como mito, por exemplo, os chamados ferormônios. Eles seriam "perfumes sexuais" muito sutis liberados pelos corpos dos amantes. Sua existência é polêmica e não há concordância a respeito.

Mas outras crenças populares são comprovadas pela ciência. Por exemplo, a idéia de que cabelos e pele ganham viço e luminosidade. Ao fazer amor, o corpo ordena funcionamento acelerado às glândulas sudoríparas, que respondem liberando água e gordura. O corpo fica leve e os poros, limpos. Já os cabelos são diretamente afetados pelo estrogênio. Outra crença comprovada é a que vincula sexo e emagrecimento. Em uma sessão sexual, a cada 20 minutos o corpo queima até 160 calorias.

Até para os dentes a cena romântica é saudável, acrescenta o cirurgião-dentista Almir Capetti, de Rondonópolis (MT). "Boca com pouca saliva é mais propensa, em longo prazo, a desenvolver cáries", explica ele. "A boa notícia é que quem beija bastante, todos os dias, produz mais saliva e, portanto, tende a ter menos cáries. A receita é se manter apaixonado e beijando sempre."

Para saber mais
Dra. Janaína Azevedo - email janaina@allameda.com.br
Dr. Almir Capetti - email alrimco@terra.com.br

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